Observação do CA em Ermo-SC (Agosto de 2013)

September 2, 2013

   Na noite de 31 de agosto de 2013 a Coordenação de Observações do NEOA JBS participou de uma atividade promovida pelo Clube de Astronomia de Araranguá (CA²). O sítio de observação escolhido foi a localidade de Água Branca, município de Ermo, cerca de 25km de Araranguá (long. -49.6 lat. -29.0)

 


   A constelação do Cruzeiro foi usada para explicar a escala de brilho entre as estrelas alfa, beta, gama, delta e epsilon. Rafael perguntou sobre a localização exata do aglomerado "Caixa de Jóias". Explicamos que usamos a estrela beta Crucis para tal.

Após a visualização da constelação de Virgem, Libra e Escorpião, realizamos uma avaliação do brilho da estrela delta Scorpii às 22:44 TU. Usando as estrelas beta Sco e theta Sco, respectivamente de magnitudes 2,5 e 1,9 o brilho de delta Sco foi estimado em magnitude 1,9. Aproveitando a presença do Sr prefeito de Ermo, o telescópio de 15cm foi usado para visualizar o aglomerado globular M13, localizado na constelação de Hércules. É comum este objeto figurar nos livros-textos de astronomia notadamente produzido nos países do hemisfério norte, uma vez que se trata do aglomerado globular mais brilhante daquele hemisfério.

   A seguir o mesmo telescópio de 15cm foi apontado para o aglomerado globular omega Centauri, no céu austral, e os participantes perceberam nitidamente que omega Centauri era de dimensão e brilho aparente maior do que M13. Esta experiência serve para inculcar na mente dos observadores que o hemisfério celeste austral possui uma quantidade rica de objetos para visualização, seja a olho nu ou ao telescópio. No caso do omega Centauri todos perceberam a olho nu o objeto, sendo que o telescópio auxiliou para avaliar a natureza do objeto. Apesar da baixa altura, foi possível detectar a galáxia M83 através do telescópio de 15cm. Também foi visualizada nebulosa do anel (M57) através do telescópio de 20cm e ocular de 10mm.

   Os participantes foram instruídos a usarem a visão periférica, permitindo a visualização das nuances desta nebulosa planetária, o interior ligeiramente menos brilhante do que as bordas.

   A partir das 23:30 TU usamos um mapa selecionado para a constelação da Águia a fim de avaliar o brilho da estrela eta Aquilae. Usando as estrelas de comparação rotuladas como 37, 40 e 44 obtivemos as seguintes estimativas:
Às 23:36 Felipe Calado e Josiane estimaram eta Aql em magnitude 4,0
Às 23:38 Rafael, Rafael, Keterllin, Yure e Alex Amorim estimaram eta Aql em magnitude 4,2. A diferença de avaliação foi explicada em função da diferente sensibilidade do olho de cada observador. Porém o valor de 0,2 magnitude está dentro da margem de erro admitida para observações visuais. A experiência do observador auxiliará a diminuir cada vez mais esta margem.

Às 23:43 TU foi avistado um objeto piscante com variação de brilho entre 3a e 4a magnitudes, sentido sul-norte atravessando Coroa Boreal. Provavelmente o objeto era O NOSS 3-1 Rocket (2001-040-B). O website CalSky mostra o objeto com magnitude 5,9 mas é possível que o módulo está decaindo de modo que um pequeno atraso na sua passagem pode ter ocorrido. Alia-se a isso o fato de variar o brilho, sinal de que o objeto está "aos trambulhões", girando aleatoriamente.

    A partir das 23:45 TU visualizamos a constelação da Lira a fim de estimar o brilho da estrela beta Lyr a olho nu: Às 23:48 Keterllin Farias estimou beta Lyr em magnitude 3,2. Às 23:56 Josiane, Calado e Yure estimaram em 3,7. Alex Amorim estimou em 3,6. Não sabemos o por que da estimativa de Keterllin estar mais de 0,4 magnitude fora da média dos demais. Será que envolve a sensibilidade para uma estrela branca?

    No mapa selecionado há duas estrelas com mesmo valor de magnitude visual (4,4), porém os participantes notaram que a estrela com índice de cor menor que +0,9 (não-vermelha) era mais fácil de detectar do que a outra cujo índice de cor é superior a +0,9 (vermelha).

    A Nova Delphini 2013 foi visualizada pelo telescópio de 20cm onde constatamos uma coloração ligeiramente alaranjada deste objeto. Seu brilho deveria ser avaliado através de binóculos (que não tínhamos na ocasião). Após a obtenção de algumas imagens e se aproximando do final da sessão de observação, realizamos mais algumas estimativas visuais das seguintes estrelas: Às 00:54 TU Calado estimou W Sgr em magnitude 4,4 usando comps 42 e 46 Josiane, por sua vez, estimou W Sgr em magnitude 4,3 usando as mesmas estrelas de comparação.

    Às 0058 Calado e Josiane estimaram X Sgr em magnitude 4,4 usando as comps 42 e 46. A estrela X Sgr está cerca de 1 grau ao norte da posição do centro de massa da Via-Láctea, onde se localiza a rádiofonte Sagittarius-A (relacionada com um buraco negro). 

 

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